sexta-feira, 29 de maio de 2009

Livro Grátis


A INFLUÊNCIA

DA TELEVISÃO NO DESENVOLVIMENTO

BIOPSICOSOCIAL

DA CRIANÇA


Por:

Jorge Schemes

(Teólogo e Psicopedagogo)

www.jorgeschemes.blogspot.com

E-Mail: Contato jorgeschemes@yahoo.com.br


Trecho do texto original: Clique no texto para acessar o documento.

Apesar de toda essa tecnologia informativa e cheia de recursos cada vez mais sofisticados, em muitas famílias de nosso século já não existe mais tempo para o diálogo, muito menos qualidade com o pouco que restou, porque principalmente a TV, além de interferir no conteúdo das conversas, colocou um “esparadrapo” na boca de todos, criando um monólogo televisual. São famílias que não desenvolveram um espírito crítico em relação aquilo que vêem na TV. E muito menos tranformaram o seu conteúdo em temas para debates ou diálogo dentro do círculo familiar. Embora devamos admitir que há temas que não valem a pena nem mesmo mencionar o título.

Há uma anedota sobre dois pesquisadores que desejavam comprovar como a força do hábito de ver TV, alterava a quantidade de tempo dedicada à comunicação em família. Eles tentaram determinar se, ver menos televisão levaria a um crescimento na comunicação familiar. Entraram em contato com oficinas de consertos de televisão, para obter os nomes das pessoas que haviam mandado consertar seus aparelhos. Uma vez que essas pessoas ficariam sem televisão por mais ou menos uma semana, os pesquisadores planejaram entrevistar essas famílias, para ver se conversavam mais na ausência da televisão. Contudo, tal hipótese estava errada. “Quando as pessoas levam um aparelho de TV para a oficina, sempre dão um jeito de arranjar outro emprestado.”

O fato concreto é que a comunicação em família foi afetada com a chegada da televisão. Há um conselho de que quando os problemas com a comunicação surgirem ou forem percebidos, é hora de fazer uma perguntinha que pode ser fundamental para resolver a situação, principalmente quando a desculapa é falta de tempo, a pergunta é: “O que estamos fazendo com aquelas horas na frente da tevê?” É claro que as pessoas não ficam 100% mudas diante da telinha, mas quanto maior for o grau de interesse pelo que está sendo apresentado na TV, menos amistosas as pessoas se sentem a respeito de uma interrupação.

É evidente que existe, em menor ou maior grau, um envolvimento afetivo do telespectador com os personagens e situações da televisão. É preciso lembrar todavia que as mensagens televisuais atuam por impregnação, agindo sobre o inconsciente e o imaginário, que distrai e cativa a pessoa, paralizando por assim dizer sua capacidade de ação e reflexão. Talvez seja esta a razão por que há tantas famílias que no "horário nobre" estão demasiado fascinadas com o que assistem, que não têm tempo para ouvir, falar ou atender a pedidos. E quando alguém ousa interromper a programação favorita, acaba ocorrendo uma verdadeira “guerra”. Em certas ocasiões, até mesmo quando chega visita a indiferença é demonstrada, e o “aparelho das fantasias”, muitas vezes ignorante, inculto e irreligioso, continua tendo a suprema veneração.

De acordo com o relatório anual do AD Council (www.adcouncil.org. - entidade americana pró-lar e família), publicado na revista Seleções (em inglês - junho de 1998), “50% dos lares americanos deixam a televisão ligada durante o jantar em família.” Para o Dr. William J. Doherty (Ph.D.), autor do livro: “Intentional Family: How to build Family Ties in Our Modern World”, assistir TV na hora da refeição é lamentável, pois o tempo do jantar é frequentemente o único momento do dia quando há uma oportunidade para toda família estar junta e sentir um senso real de conexão e unidade. Sem um frequente reforço, a conexão familiar pode se perder, e principalmente as crianças, começarão a se sentir isoladas. Por essa razão, o relatório do AD Council dá algumas sugestões de como aproveitar o tempo das refeições e desenvolver o diálogo em família: